Projetados e desenhados pelo mesmo arquiteto, Peter Chermayeff, os oceanários de Lisboa e de Osaka partilham também a missão de promover a conservação dos oceanos e a educação ambiental e contribuem significativamente para a consciencialização sobre a importância dos oceanos.
Embora datem de anos diferentes – o Kaiyukan em Osaka abriu portas em maio de 1990 e o Oceanário de Lisboa foi construído para a Expo’98 – os dois projetos arquitetónicos são conhecidos pelas suas abordagens inovadoras ao design de espaços dedicados à vida marinha e pela forma como proporcionam experiências educativas e imersivas aos visitantes.
O Osaka Aquarium Kaiyukan é o maior dos dois e tem um maior número de espécies (cerca de 620 espécies e mais de 30.000 criaturas marinhas), mas ambos oferecem experiências enriquecedoras para os visitantes e desempenham papéis importantes na preservação dos ecossistemas marinhos. O Oceanário de Lisboa é um dos maiores aquários cobertos da Europa. com mais de 450 espécies e aproximadamente 16.000 criaturas marinhas, e é visitado por um milhão de pessoas por ano.
Diz-se que, em termos de design, o edifício Oceanário de Lisboa se assemelha a um porta-aviões e está construído sobre um cais numa lagoa artificial. O Kaiyukan de Osaka, sendo um dos maiores aquários do mundo, apresenta um conceito de "Círculo de Vida" que liga diversos habitats oceânicos.
Semelhanças entre o Oceanário de Osaka e o Oceanário de Lisboa
- Ambos os oceanários têm uma grande variedade de espécies marinhas, exibindo fauna e flora de diferentes partes do mundo.
- Ambos são conhecidos por sua arquitetura impressionante e pelos grandes tanques centrais que recriam ambientes oceânicos.
- Tanto o Oceanário de Osaka quanto o de Lisboa têm um forte foco em educação ambiental e programas de conservação marinha.
- Ambos os aquários oferecem experiências interativas e educativas para os visitantes, incluindo exposições, programas educacionais e atividades para crianças.

Oceanário Kaiyukan de Osaka.

Oceanário de Lisboa.
“Florestas Submersas by Takashi Amano”
A exposição temporária que veio para ficar
A exposição "Florestas Submersas by Takashi Amano" está a celebrar nove anos no Oceanário de Lisboa, quando era esperado ficar apenas três anos. O maior nature aquarium do mundo já recebeu mais de 7 milhões de visitantes, sendo uma das exposições que maior interesse tem despertado em Lisboa e em todo o país.
Da autoria do aquascaper japonês, Takashi Amano, a exposição apresenta as florestas tropicais e a riqueza dos seus sistemas aquáticos, através do único aquário no Oceanário de Lisboa. A obra envolve os visitantes numa experiência inédita de contemplação da natureza, num estado puro de equilíbrio. Com 40 metros de comprimento e 160 mil litros de água doce, o nature aquarium é composto por 4 toneladas de areia, 25 toneladas de rocha vulcânica dos Açores e 78 troncos de árvores da Escócia e Malásia, mais de 10 mil peixes tropicais, de 40 espécies, e 46 espécies de plantas aquáticas.
Takashi Amano foi um fotógrafo paisagista que nasceu em 1954, tendo falecido em 2015, ano em que também instalou o seu maior projeto em Lisboa, no Oceanário de Lisboa. Viajou por várias florestas no mundo inteiro, ficando conhecido como o mestre da aquariofilia de água doce, através da criação de aquários plantados ou nature aquariums. Destacava-se pela arte com que recriava a natureza ao detalhe, misturando técnicas de jardinagem japonesas com o conceito wabi sabi, uma abordagem estética centrada na imperfeição dos objetos.

Exposição “Florestas Submersas by Takashi Amano”.
©Pedro Pina, Oceanário de Lisboa.